Contra os fanáticos do crescimento: democratização e decrescimento econômico contra o aquecimento global

Precisamos falar sobre Decrescimento Econômico. Nossas vidas estão nas mãos de um punhado de lunáticos, que se recusam a aceitar a realidade objetiva e seguem defendendo a utopia do crescimento econômico infinito num planeta finito. É uma matemática do absurdo que está criando muito sofrimento, mas nem por isso vemos qualquer recuo mínimo na ideologia do crescimento. Todo o establishment o prescreve e o persegue.

É possível que seja a primeira vez que um texto que questione a ideia do crescimento ilimitado tenha sido publicado em um jornal de grande circulação. Neste artigo do The Guardian afirma-se que o Acordo de Paris prevê um aumento máximo de 2ºC na temperatura em relação a níveis pré-industriais. Mas o fato é que os procedimentos traçados não cumpririam essas metas. Longe disso. E mesmo esses procedimentos tímidos do Acordo já foram abandonados pelo governo dos Estados Unidos (e também por todos que se recusam a rever o carnismo e as mazelas da pecuária, que têm grande parcela de culpa no aquecimento global). Não leia a matéria do jornal britânico inteira se não quiser estragar sua refeição sabendo as consequências.

Fica a pergunta: por que uns fanáticos, que negam o óbvio, estão decidindo os rumos do mundo? O que aconteceria se os processos decisórios fossem tomados de forma mais direta pelo maior números de indivíduos possível? Será que os 90% mais pobres decidiriam melhorar de vida às custas de um crescimento suicida ou de uma divisão melhor dos recursos e riquezas?

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A elite econômica direciona os rumos da política, com injeção de recursos na manutenção de uma elite política que a favorece, formando um corpo coeso de conservadorismo e ignorância mesquinha. Num fenômeno global, esses blocos econômicos-políticos cada têm tentado pôr em prática estratégias que tornam o Estado repressor cada vez mais forte e a regulação econômica para distribuir riquezas cada vez mais fraca, atrelando esse ideário à manutenção da ilusão de que é possível erradicar os problemas humanos buscando um crescimento econômico utópico.

O movimento oposto deve ser pela maior democratização dos processos decisórios, com incremento da democracia direta e participativa, o que naturalmente tende a romper a coesão dos grupos tenebrosos que nos levam ao abismo do aquecimento global. É um abismo, mas não há razão para pânico. Porque os desafios são imensos, mas a margem de manobra é ainda maior. Precisamos colocar em prática uma democratização radical dos processos decisórios que nos livre dos fanáticos do crescimento e nos possibilite colocar em discussão o decrescimento econômico e a melhor divisão de riquezas.

 

Leia mais sobre decrescimento econômico aqui.

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