Racismo, sexismo… Especismo?

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O movimento abolicionista combatia a escravidão humana em uma época em que o uso de mão de obra escrava era tido como natural e tratar seres de outra origem étnica como propriedade era o padrão. No século XVIII e XIX, em boa parte do mundo, a cultura e a economia estavam sustentadas no escravismo e os que questionavam essa base eram tidos como utópicos.

No livro “Libertação Animal”, Peter Singer cunhou o termo especismo, significando a discriminação contra seres de outra espécie. Ele sustentou que todos os seres que são capazes de sofrer devem ter seu bem-estar levado em conta e que o modelo atual da indústria de alimentação de origem animal gera sofrimento desnecessário.

Segundo esta ótica, a qualificação atual dos animais como propriedade e a forma como a indústria alimentícia obtém seus lucros através de tortura e abate desnecessários de animais poderiam ser tidos como eticamente errados.

O autor ponderou que, do modo que a comida é produzida hoje, o vegetarianismo seria a única dieta moralmente aceitável e condenou também experiências com animais. Para Singer e outros defensores dos animais, essas atividades se justificam apenas em casos em que sejam pesados com justiça os benefícios e o sofrimento causado.

Essa proposta formou uma sólida base para os movimentos de direitos dos animais.

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