Os ativistas que usam o veganismo como arma do movimento negro

Ainda existe uma percepção errada de contradição entre campanhas sociais amplas e ativismo de caráter pontual baseado em atitudes, sobretudo de respeito ao ambiente ou animais. Exemplo máximo é um texto do Zizek, em que ele tenta demonstrar como trocar o carro pela bicicleta seria bobeira do superego e ser um autoritário arrogante como ele é que salvaria o mundo. Ele detém o monopólio da solução. Já conhecemos como termina essa história.

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Por isso é natural que dentre os grupos que discordam dessa visão simplória, abstrata e nada funcional estejam minorias cujas causas foram sufocadas por supostas “Causas Maiores”. Gente que compreende a impossibilidade de questões complementares serem consideradas mutuamente excludentes. Dois exemplos são as ecofeministas indianas do Movimento Chipko e os ativistas negros veganos do Black Vegans Rock.

Segundo eles, a opressão e exploração de animais não-humanos está associada à opressão de mulheres, negros, mestiços e povos indígenas. A supremacia de uns, eles dizem, tende a oprimir qualquer outra categoria que esteja “abaixo”. Afirmam que a divisão humano x animal é a pedra fundamental da supremacia branca, pois o outro, humano ou não, será sempre tratado como “animal” por quem detêm os meio de oprimir. Por isso, o ativismo vegano deles seria uma arma do ativismo negro que eles se propõem a fazer.

Leia mais sobre o movimento aqui.

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